(281009)
•Quarta-feira, 28 Outubro , 2009 • Deixe um comentárioSUSPIRO
Compreenda, gosto da solidão.
Assim, como de pão com banana frita com os amigos fantasmas, no café da manhã.
Nane Pereira
(131009)
•Quinta-feira, 15 Outubro , 2009 • 2 ComentáriosA VILA
A menina, descabelada de moça, tornou-se adulta.
Aprendeu a emprestar os livros.
Aprendeu a se desfazer dos excessos.
Cortou a raiz que a prendia ao jardim
E caminhou em direção à Vila.
Logo, percebeu que não estava sozinha
Escadas egoístas
Jardim sem flor
Cães irônicos
Gatos gordos
Estavam de olhos abertos.
Atentos a sua passagem…
Nane Pereira
(111009)
•Domingo, 11 Outubro , 2009 • 1 ComentárioNOITE
Velha roupa
Pés descalços
Braços pendidos
Caiu no poço
Sono profundo
Cores sem sentido
Flores nervosas a acompanharam
“Dorme Maria Rosa”
“Dorme Maria Rosa” (Sussurravam)
Uma viagem de retorno aos seus antigos fantasmas.
Nane Pereira
(080909)
•Domingo, 11 Outubro , 2009 • 2 ComentáriosOCO
Com o bolso cheio de incertezas, ele olha para a vitrine e diz à balconista:
– Por favor, qual o valor de um coração novo? O meu está com a bateria viciada e anda atrapalhando o resto do corpo.
Nane Pereira
(220908)
•Domingo, 20 Setembro , 2009 • 2 ComentáriosLANTANA
Chega a primavera
E acorda o que no inverno adormeceu
Todos querem sentir
Entender o motivo de tantas flores.
Borboletas iludidas rodopiam no jardim.
Nane Pereira
(030808)
•Quarta-feira, 9 Setembro , 2009 • 2 ComentáriosACASO
Às vezes, tentamos
fugir do nosso destino,
até que ele nos encontra
e nos leva pela mão.
Nane Pereira
(220607)
•Quarta-feira, 9 Setembro , 2009 • Deixe um comentárioCHÁ
Bebi de p-a-l-a-v-r-a-s
e tomei a-t-i-t-u-d-e-s.
E você
o que bebeu hoje?
Nane Pereira
(020909)
•Segunda-feira, 7 Setembro , 2009 • 1 ComentárioCINZA CEGO
Triste espelho esse meu
repete tudo que já sei de cor
vomita excessos.
Triste espelho esse meu
deforma os olhos
apático às cores.
Triste espelho esse teu.
Nane Pereira
(020909)
•Domingo, 6 Setembro , 2009 • Deixe um comentárioO ESCORPIÃO VERMELHO
O jardim não é mais o mesmo depois que você partiu.
Bochechas vermelhas
Dentes escancarados
Palavras com graça
Farpas atiradas para um conserto.
Ficaram as melodias, as damas mudas e os risos perdidos no eco da casa.
Casca quebrada em mil pedaços.
A Flor calou, na certeza de ouvir sua voz. E ela não veio.
O Limoeiro grita que não se brinca de quebra-cabeça com fantasmas
- É perigoso!
E os gatos, pobres gatos
Assombrados
Miam na esperança de comprar uma alma.
Nane Pereira


